Opa, já é 2013!

a story of lifes and lines( and lies),the life threadCreative Commons License Tommaso Meli via Compfight

2013 chegou chegando, só esperando na esquina pra me dar aquele rodo surpresa! O_O

É, tomei um choque logo de cara, mal voltando da minha viagem de reveião. Mas isso é tópico para outra ocasião.

Apenas posso dizer que este choque – ou banho de água fria – vai servir para me libertar de algumas coisas que me prendiam e ao mesmo tempo vai me obrigar a ser gente grande, tendo que acionar advogado e tudo mais.

Deixei em 2012 uma série de compromissos pendentes, isso me entristece demais. Então, quero delinear e encerrá-los de maneira digna, satisfatória, para poder partir para uma nova vida. Posso considerar os posts de dezembro um desses compromissos, hehe.

Necessito urgentemente em 2013 elevar meus ganhos financeiros, independentemente da minha organização – que também está deixando a desejar. Preciso aumentar minha renda para poder sustentar esta minha nova vida adulta, que resolveu me pegar após anos de irresponsabilidades.

Antes que vocês pensem que cometi algum crime, que uso drogas por aí, que causo acidentes de trânsito, etc: minhas irresponsabilidades consistem apenas em querer abraçar o mundo, participar de projetos demais, querer ajudar a bancar uma série de ideias, mesmo sabendo que só existem 24h no dia e que minha renda não permite nenhum tipo de extravagância. Além disso, tenho péssimos hábitos burocráticos, sempre usando a desculpa da falta de tempo: nunca tenho a nota fiscal ou o documento à mão, esqueço de pagar aquela continha que depois vira uma contona… Eu já fui muito organizada neste aspecto, mas não o sou mais.

Queria este ano elevar minha condição humana, apresentando maior excelência e foco no meu trabalho, aprofundar meu relacionamento afetivo, cuidar melhor da saúde e poder começar a contribuir com a causa que mais prezo, que é o empoderamento feminino. Mas acho que não vou conseguir sequer traçar minhas metas nestas áreas. Ficou coisa demais pendente, não só de 2012, mas de alguns anos.

Às vezes penso que regredi em vez de crescer, pois vejo como um dia fui organizada e cumpridora de tarefas de diversas dificuldades. Hoje me vejo no meio de uma avalanche de ideias, de missões, de cobranças, de frustrações. E tudo se mistura numa massa disforme, cujo efeito costumo chamar de cérebro de mingau.

Resumindo, tenho como prioridades para 2013:

  1. organizar meus trabalhos passados, os que não consegui finalizar e minhas finanças;
  2. conseguir mais dinheiro e economizar, pois estes fins de ciclos estão me provocando prejuízos, que precisam ser quitados;
  3. encerrar compromissos que não interessam mais;
  4. largar de vez este otimismo incorrigível, que me faz mentir e ser desonesta, comigo e com os outros, acerca das minhas próprias capacidades – ou seja, aprender a dizer não, ainda que as propostas sejam empolgantes e ainda que meus amigos insistam.

Se sobrar tempo e dinheiro (este eu duvido que sobre):

  1. cuidar da saúde, praticar alguma modalidade esportiva e dormir mais;
  2. planejar a vida conjugal;
  3. realizar algum curso para melhorar no trabalho e/ou aumentar renda;
  4. bolar ou participar de algo que ajude mulheres por aí a melhorarem de vida;
  5. blogar muito mais!

Espero não estar sendo muito condescendendente comigo mesma, mas, sinceramente, a impressão que tenho é que preciso de um recomeço, de um novo caminho. E as tais metas mais nobres vão ficando pra depois, mas não consigo ver como entrar de cabeça nelas sem resolver as pendências babacas que mencionei. Me sinto com cérebro de mingau, nadando na avalanche disforme e tal.

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Meus ídolos merecem uma oração por dia

As Aventuras da Turma da Mônica Mais uma da Luciana Monte via Compfight :P

Li o post da Tadsh falando sobre seus ídolos e ela diz que a catequese na infância lhe colocou um freio no tratamento de seus objetos de devoção como Ídolos.

(Devoção, adoração, culto, cultura, bota aí na nuvem de tags)

No meu caso, esse conhecimento religioso só chegou quando meus ídolos encarnados já estavam bem estabelecidos, desculpaê, Jesus. Mas também não gosto de nenhum tipo de fanatismo, e tento não cair nesta armadilha nem quando se trata do Muse. Afinal, tem muito mais gente que gosta de Coldplay, fazer o quê?

Minha relação com ídolos é mais uma torcida que uma real adoração. Meus eleitos me ajudaram a crescer e eu continuo aprendendo com eles. Então, sempre torço para que suas iniciativas deem certo, que suas eventuais escorregadas sejam mínimas e que eles continuem sendo os melhores.

Meu primeiro ídolo foi Mauricio de Sousa. Na verdade, foi a Mônica, mas depois comecei a ligar os pontos (Passatempos!). Por causa dele (vou destruir a prosa e colocar em tópicos):

  • aprendi a ler bem antes de por os pés numa escola — diz minha mãe que aos 3 (eu não consigo me recordar, quando tive consciência de minha existência, já sabia ler) já lia bem e que aprendi os sons das sílabas e a formar palavras com um brinquedo chamado “Cartilha da Mônica”;
  • quis aprender a desenhar e treinei até conseguir algo decente;
  • leio quadrinhos até hoje, inclusive os da Turma da Mônica;
  • escolhi minha profissão;
  • aprendi que ser politicamente correto não é ser chato, mas sim tolerar e abraçar o diferente — e quem não o é de alguma forma?
  • entrei em contato com os mangás!

Por causa do Mauricio, descobri um outro ídolo, lá por volta dos 12-13 anos de idade:  Laerte Coutinho. Sou apaixonada por quadrinhos brasileiros, e dentre todos eles, o maioral é Laerte/Sônia.

Ele é o arquétipo do gênio louco, ela é a tia que sofre com o cotidiano e ainda sorri. É a ironia ambulante e minha esperança de que ainda há jeito. Detesto conversar sobre Laerte/Sônia, porque entro em contato com algo rasteiro que não quero ver — elx está acima disto tudo.

Fact: Da única vez que tive coragem de falar com Laerte, falei com Sônia. Another fact: Minha tia mais chegada e minha querida sogra se chamam Sônia.

Mas Laerte fala a mim tantas vezes. O último recado que recebi foi este:

CLIQUE PRA LER! Vale a pena!

Seus quadrinhos são uma forma superior de arte. Desculpa novamente, Jesus, mas a arte de Laerte é divina. :P

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Três livros que mudaram minha mente e podem mudar a sua

Alex Dr Case via Compfight

Quero compartilhar com vocês três livros que me fazem ser o que sou hoje. Estas peças de arte mudaram meu pensamento e minha atitude. Cada uma delas mereceria um post em especial.

Este post contém Spoilers!

Vamos lá! sou muito fã de distopias (de utopias também) e já li algumas, estou no meio de uma coletânea de contos de robôs que é meio nesta pegada. Mas vejam só, meus preferidos simplesmente foram apelidados de “A Trilogia Distópica”. Eles são demais mesmo.

Admirável Mundo Novo e seu maldito sistema de castas, em que uma recomendada libertinagem apenas disfarça de evolução o ultraconservadorismo vigente, e o uso da droga “Soma” promove o embotamento e passividade, que é entendida como se fosse a felicidade. Até que um bom selvagem vem acabar com esta calma.

1984 é o ano em que um casal quer viver seu banal e cotidiano amor fora do olhar do Grande Irmão, e não ser apagado por tal ousadia. O que mais me marcou neste livro é o raciocínio de que quanto menos vocabulário ou formas de se expressar uma pessoa tiver, menos ela conseguirá criar, evoluir, compreender seus direitos e contribuir com a sociedade. E reduzir a expressão humana é a principal ferramenta de dominação do Grande Irmão (e de uma série de governos por aí).

Laranja Mecânica é meu preferido dos três. Assisti ao filme antes, e, ainda que maravilhada pela história e pela estética, achei a ultraviolência totalmente chocante e absurda, de modo que tornou quase aceitável ver Alex DeLarge ser cobaia de um experimento que simplesmente destruiu sua alma pelo “bem da sociedade” — e é aí que vemos que o bandido tinha alma. Mas o livro, narrado por Alex, quase totalmente com gírias Nadsat, me bagunçou muito. Me vi mais chocada ainda quando ri descontroladamente nos momentos mais vis do protagonista e de seus comparsas. Como assim??? Como posso rir diante de tal tragédia?

Espero que tenham gostado e que comentem e indiquem mais leituras :P Escrevi com sono, mas com carinho!

Fiz também uma listona de super filmes, que me arrancaram lágrimas e me fizeram pensar melhor na vida e no que quero ser, aguardem que vou postar aqui (fora do meme, senão, perco a data)!

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Músicas de Natal – E a Simone Também

Natal é aquela época que pra mim serve mais para lembrar que qualquer outra coisa. Lembrar do que fizemos durante o ano, das pessoas que foram importantes, dos que se foram e, em especial, da infância. Não subestimem a importância do Natal para uma criança, ela nunca esquecerá, nunca!

Vou mostrar agora as músicas dos meus antigos natais, tá, é uma mistureba de festas de família com festas de fim de ano de empresas em que meu pai trabalhou. Mas as músicas são lembranças tão queridas quanto as comidas, doces, sucos de vinho, correrias, esconde-esconde e jogos de baralho.

Nas festas de família, tinha as músicas que a criançada gostava e pedia, vem comigo:

  • Trem da Alegria:

  • Madonna:

  • Todo ano! Michael Jackson e seu moonwalker:

  • E teve o ano que o lançamento do natal foi o Bad:

Tinha também o episódio do Snoopy de Natal. Belas músicas e o Charlie Brown tinha uma árvore muito tosca, coitado. E os adultos só deixavam a gente assistir (na única tv pra um zilhão de parentes) porque, enfim, era natal:

Agora, as músicas que a tiarada véia pedia (ou ouvia por tabela, porque estava passando especial na TV)

  • Roberto carlos – Jesus Cristo (haha, que legal esta música):

  • The Fevers – Marcas do que se foi:

  • Depois teve um especial amigos com esta música, antes do Leandro morrer.

Obviamente, as músicas que se você não ouviu em nenhuma época do ano, no natal da firrrrma você vai ouvir:

  • Roupa nova – Whisky a gogo:

  • Eu pensei que todo mundo fosse filho de papai noel, sambinha:

  • Aquela do Salgueiro:

  • Tim maia, ló-ge-co
  • Não Quero Dinheiro

  • Do Leme ao Pontal

E, para encerrar, a música do John, que se tornou nossa infame companheira, na voz de Simone:

(por favor, não chore)

(John Lennon, seu apelão)

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Chocolate

O dia acaba de ficar perfeito! Da amiga Luciana Monte via Compfight

Não me peça para bolar um título melhor. Há algo melhor que chocolate? :)

Sim, há, mas são pouquíssimas coisas.

O chocolate está na minha vida diariamente. E, ainda que eu possa enjoar de um chocolate açucarado demais, ou com um recheio nada a ver, o chocolate está lá: evocando lembranças de todos os naipes, em especial de uma infância que pode estar mais colorida que fora na realidade. E graças a ele, o nosso heroi e bandido! O chocolatinho, ruim, seboso, malfeito, que nos trouxe segundos de um prazer eterno.

Traz também aquela lembrança do chocolate caro e cremoso do começo de namoro… e o sentimento de culpa da barrona gigante da procrastinação – aquele chocolate que devoramos enquanto não decidimos o que fazer da vida.

O chocolate que estampa este post pode não ser o melhor do mundo, mas provoca sentimentos tais que fez me sentir uma criança aguada de menos de 10 anos. Parece uma unha roída ou uma posição fetal, é prazer e alívio, vocês que são meus contemporâneos podem decidir, o Lollo é uma máquina do tempo com direito a colinho da mãe.

Chocolate é isso aí, falou, valeu!

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